Se a literatura psiconáutica se revelou pela primeira vez com Thomas de Quincey, então a crítica psiconáutica apareceu, pela primeira vez, com o seu leitor, o francês Charles Baudelaire.

A recepção da obra de de Quincey num círculo literário continental deve, em muito, aos calorosos comentários feitos pelo poeta e que completam a sua própria aventura no campo da psiconáutica, com o volume Paraísos Artificiais (obra muito comentada e que já inclusive rendeu um filme homônimo aqui no Brasil), publicado em 1860. Nestes escritos, além de oferecer uma resenha detalhada das incursões do escritor inglês no universo do ópio, Baudelaire deu a sua própria contribuição, descrevendo os efeitos do haxixe, comparando-os com o vinho, e transcrevendo relatos terríveis e divertidos sobre o seu uso na cidade de Paris a partir do seu convívio com o clube dos haxixins, estabelecido no mesmíssimo hotel em que ele vivia.

          Muitas coisas chamam a atenção nesta obra. Pensemos, primeiro, no seu título, expresso no binômio paraíso e artificial. O paraíso indica um estado elevado da existência no qual os sentidos se regozijam e desfrutam de um estímulo eternamente interessante. A artificialidade, por outro lado, sugere a provocação deste estado mediante a ingestão de uma substância, sem a qual não seria possível alcançá-lo. Ainda que a artificialidade (artifício) não seja negativa em si mesma, ela empresta aos leitores contemporâneos a suspeita de que seus efeitos são efêmeros e o seu uso se aplica não apenas enquanto recreação, mas, sobretudo, enquanto distração – longe de afigurar-se, enquanto contemporaneamente pretendemos, como algum tipo de terapia ou busca espiritual.

          Ora, o sentido dessa distração não poderia ser mais verídico do que de fato é, uma vez que a experiência da modernidade deve servir de elemento chave para a compreensão sociológica da poesia e da obra de Baudelaire. O delírio da sociedade de massas ainda estava longe no horizonte, a era das luzes era inaugurada com otimismo, pontuada pelos encontros espontâneos nos boulevares e cafés e por toda uma cultura de entretenimento noturno que era novidade. Todavia, essa nova configuração já vinha acompanhada de sua contraparte, e, neste ínterim, o poeta flâneur, este observador da modernidade, enfastiado do divertimento garantido pelo luxo da sociedade francesa novecentista, mergulha o no spleen da belle époque e a natureza da experiência moderna aparece, então, impregnada de tédio. Um paraíso artificial, facilmente alcançado mediante a ingestão de substâncias e estimulantes é algo louvável para o espírito que busca inspiração num mundo que se tornou desencantado. A alteração da percepção é um incremento diante de uma experiência que ainda era nova: a perambulação num ambiente urbano seguro e mais adequado, mais propício para a contemplação da urbanidade moderna.

            Assim, tampouco seria estranho que Baudelaire e seus contemporâneos encontrassem nos estímulos do haxixe e na embriaguez do vinho uma nova experiência para sua busca poética – em outras palavras, a alteração da consciência e da percepção mediante as ocorrências químicas do cérebro ofereceram a estes psiconautas uma nova instância pela qual poderiam contemplar tanto as obras de arte nos museus ou as sinfonias nos concertos, como também direcioná-la na confecção de uma poesia mais subjetiva, algo que terminaria por abrir um caminho rumo aos simbolismos e surrealismos. Duas formas de uso, portanto, são possíveis: o estado alterado enquanto uma janela perceptiva, voltada para a fruição artística; e o estado alterado enquanto um canal criativo que se abre. Simultaneamente, duas são as possibilidades literárias do campo psiconáutico: escrever sobre os efeitos, e escrever sob os efeitos. Essas possibilidades, contudo, não se esgotam apenas na literatura: Henri Michaux as aproveitou e realizou sua própria busca no campo das artes plásticas.

      Esta relação, então, vista em retrospectiva, não é tão difícil de ser observada. Consideremos, por exemplo, o sentido que essa experiência adquire dentro do universo literário. Pois afirmamos mais acima que Baudelaire inaugurou um tipo de crítica psiconáutica. Isto significa observar que existe de fato um valor literário na descrição da experiência que se obtém nestes estados alterados. Assim sendo, tanto o ópio, como o haxixe ou o vinho, não apenas oferecem uma inspiração para o desenvolvimento de uma linguagem poética própria, dedicada a realizar sínteses e metáforas inéditas. É, na verdade, a própria experiência em si mesma que parece ser dotada de algum valor, posto que abre um canal da intuição sensível, de onde podemos extrair uma matéria espiritual. A narração que de Quincey e Baudelaire fazem dos estados alterados de consciência, com certeza, não foi elaborada durante os efeitos deste estado, ainda que algumas anotações escritas ou mentais possam ter sido feitas primeiro ali. A narrativa é, em tese, bastante sóbria, e nisto existe um desafio intrínseco de tradução, posto que a linguagem cotidiana está adaptada à normalidade cotidiana – e a linguagem mais próxima destes estados alterados seria algum tipo de linguagem profética ou mística (poesia, em outras palavras).

         O valor de uma obra depende, pelo menos em algum nível, de sua recepção. Uma grande obra literária terá, num universo ideal, grandes críticos tecendo comentários sobre ela. Se uma das partes se ausentar, a outra também se ausenta. Neste sentido, é precisamente a crítica de Baudelaire que complementa a parte que faltava à obra de de Quincey para que ela inaugurasse em definitivo este campo literário eminentemente moderno: o da literatura psiconáutica. Este campo se imbrica com o desenvolvimento de outras ciências, como a etnobotânica e a neurociência. Além disso, participa de uma etapa fundamental da modernidade, que é a expansão dos limites da linguagem e das artes. Não apenas isso, mas também integra um novo circuito de recreação e entretenimento fora da esfera religiosa e bastante adequada às ansiedades e expectativas dos habitantes da cidade grande, sempre buscando novas formas de diversão – sobretudo quando se tem em vista a edificação de uma civilização burguesa alicerçada na razão, e um desencantamento progressivo do mundo, a vida constrangida pela burocracia e pela técnica. Talvez estes estados alterados deem uma sobrevida aos empreendimentos românticos que ainda se ocultam no espírito do tempo.

         É no texto de Baudelaire que encontramos a primeira menção a algo que depois se tornaria como que um requisito fundamental da metodologia psiconáutica: a atenção para o ambiente, ou seja, o setting. A razão para tanto, sabemos, se dá em virtude do grau com que nos tornamos vulneráveis e suscetíveis àquilo que nos chega de fora quando nos encontramos nestes estados. Um ambiente controlado não apenas favorece o deleite, como diminui os riscos de uma interferência indesejável. Essa atenção para o ambiente é um tópico frequente nas listas de discussão e nos grupos de experimentadores. Aliás, não é nem mesmo necessário fazer parte desta subcultura para perceber, por conta própria, as implicações de um ambiente não controlado, e as desventuras decorrentes de uma transposição do indivíduo para além das fronteiras seguras dessa bolha alucinógena, quando ainda se encontra sob efeito da droga.

           O primeiro capítulo do livro de Baudelaire recebe o singelo nome de Poema do Haxixe, mas, longe disso, não se trata, de forma alguma, de um poema. Na verdade, a escrita se inicia de uma forma um tanto enciclopédica, pela qual se expõe a origem natural, geográfica, e os exemplos históricos e culturais do uso do haxixe. A frase que abre este capítulo é, basicamente, uma síntese da jornada psiconáutica: “Os que sabem observar a si mesmos e guardam lembranças de suas impressões”. É claro que isso não se restringe àqueles que usam drogas. Qualquer filósofo, monge, meditador, iogue, ou, qualquer pessoa capacitada para analisar a si mesma, já possui uma inclinação à psiconáutica, ainda que prescinda das substâncias específicas e necessárias para alcançar estágios cognitivos distintos.

         Os capítulos seguintes também têm nomes interessantes: dentre eles, Gosto pelo Infinito, finalizando com O Homem-Deus. E, nestes capítulos, somos apresentados a uma série de reflexões filosóficas, artísticas, e morais sobre o uso do haxixe. Encontramos ali uma definição própria que Baudelaire dá àquilo que está no título do livro: o paradisíaco, enquanto “estado excepcional do espírito” existe em oposição às trevas da existência cotidiana. Uma cotidianidade que passa a ser recebido sob o signo das trevas, certamente, indica uma indisposição característica do sentimento moderno em relação ao que é normal. Talvez, vitimado por uma existência marcadamente dualista, nós, ocidentais, somos levados a crer, assim como Baudelaire, que a chance de escaparmos apenas por algumas horas dessa terrível “morada de lobo” a que estamos condenados se afigura como um dos “primeiros bens do homem”, este que é um legítimo “entusiasmo dos sentidos e do espírito”.  Se o uso do haxixe e do ópio podem deflagrar algum vício, o poeta francês justifica o caso, alegando que “os vícios do homem contêm a prova de seu gosto pelo infinito”, mas acontece que, às vezes, este gosto pode tomar uma direção errada e destrutiva.

        Tem-se, então, um dilema, uma encruzilhada: as drogas são tanto paraíso quanto inferno. Não fomos nós que inventamos estas substâncias a partir do nada, o seu potencial já existia na natureza, mas, para que se tornasse próprio para o consumo, necessitavam ser sintetizadas pela técnica, e reelaboradas em um contexto. Assim, o paraíso, tampouco, pode ser natural. Ele é inventado, tanto quanto o inferno que passa a existir e se configurar a partir dos excessos culposos e pela “depravação do sentido do infinito”. Em outras palavras: a incapacidade de distinguir, a falta de discernimento, pode trazer graves consequências. 

        Baudelaire tomou a iniciativa de elaborar o seu estudo dedicando-se a analisar os “efeitos misteriosos e prazeres mórbidos” do haxixe. Se por “estudo” entendemos uma observação descritiva e neutra, neste caso, o texto está bem longe disso. Como assim deveria proceder um poeta, a escrita é estimulante, curiosa, provocadora, e abundam imagens poéticas e formas narrativas originais, como, por exemplo, o uso da segunda pessoa do singular para descrever a aventura psiconáutica: “o demônio o invadiu”; “o vapor apitou, o velame está orientado, e você tem sobre os viajantes comuns este curioso privilégio de ignorar aonde vai. Você quis: viva a fatalidade”.

         O texto também previne os marinheiros de primeira viagem. É que, claro está, já se havia criado uma subcultura em torno do consumo do haxixe, e Baudelaire foi apenas um dos seus integrantes durante um certo tempo. Já existia, desde então, uma certa curiosidade, expectativa, um certo afã em relação aos efeitos da droga, posto que já existia essa subcultura de experimentadores. A forma que Baudelaire encontra para prevenir estes sujeitos é muito clara: eles não encontrarão no haxixe “nada de miraculoso”. Neste sentido, “o homem não escapará à fatalidade de seu temperamento físico e moral: o haxixe será, para as impressões e os pensamentos familiares do homem, um espelho que aumenta, mas um simples espelho”. Em outras palavras, a droga não é capaz de abrir um registro sobrenatural ou completamente transcendente à realidade imanente. E, se, por um lado, o ópio e o haxixe tornam a imaginação humana mais sutil, eles também esgotam as nossas forças físicas.

         Dois episódios narrados no livro chamam a nossa a atenção, e, de certo modo, provocam o nosso senso do humor. Num deles, nos deparamos com um músico que se encontrava sóbrio, porém, cercado de outros indivíduos inebriados pelo haxixe. Os constrangimentos, as situações absurdas, o “conflito” entre aquele que desconhece as características dos efeitos da droga e aqueles que se encontram sob efeito não pode ser descrita de outra forma que não nos pareça hilária.

         Num outro caso, mais engraçado ainda, lemos sobre um sujeito que havia se esquecido de um compromisso importante, um jantar com nobres, e que, para tanto, teve de comparecer à situação completamente inebriado de haxixe. Seriam estes dois episódios algum tipo de narrativa precursora das situações cômicas que hoje são exploradas até o esgotamento nos filmes de comédia hollywoodianos? É claro que não, mas isto sugere, de algum modo, que estes eventos, marcados pelo absurdo da situação, sempre podem render narrativas bem-humoradas. Baudelaire, aliás, assume que essa é uma característica própria dos efeitos da droga: “há uma certa hilaridade que se apodera de você” – acessos de alegria, vergonha, o estranhamento de coisas que antes eram normais, são coisas que fazem parte da “viagem”.

             Quais são as outras descrições que encontramos ali sobre estes efeitos? A hipótese do “excesso de sentimento”, ou seja, um incremento de intuição que afeta os sentidos e a sensibilidade para tudo que é artístico, seja música, seja imagem. Além disso, o turvamento das categorias típicas do conhecimento, na medida em que outras portas cognitivas se abrem, permitindo outras experiências de apreensão. Sujeito e objeto se misturam. O ambiente se transforma, suas características são acentuadas, exageradas, o verde é mais verde, o amarelo é mais amarelo.

         Mas se este estudo pretendia apenas descrever os efeitos e mistérios da droga, ele tampouco se furta a um juízo moral. Baudelaire, portanto, emite as suas opiniões, bastante contundentes, sobre o uso que artistas viriam a fazer da droga para buscar inspiração ou para, através dela, realizarem os seus desejos estéticos. Assim, não é estranho que ele chame o haxixe de “veneno”, alegando que essa busca é, também, a “perseguição de um falso ideal”. Por isso é necessário tentar compreender a ação deste “veneno” sobre aquela que é a parte espiritual do ser humano – o que acontece no último capítulo, O Homem-Deus.

        E do que estamos falando, quando falamos de uma “parte espiritual”? Das nossas percepções morais e da nossa inteligência sobre as quais o “veneno” age ora deformando, ou exagerando – enquanto um “fenômeno de refração”. A inteligência, por sua vez, se torna “escrava” da substância, e, aqui, Baudelaire lança mão das metáforas necessárias para ilustrar essa escravidão: correntes, grilhões, aprisionamento – o paraíso que podemos acessar nestas condições é, outrossim, o “casamento do homem consigo mesmo”, ou seja, um naufrágio dentro do próprio ser. Aquilo que envolve um ganho, também envolve uma perda. O tamanho da queda é a altura do voo (mas isto são palavras minhas). E isto quer dizer que, se este veneno é, de fato, “uma das mais perfeitas incorporações da humanidade”, posto que é capaz de liberar essa potência inscrita na essência do ser, então ele também se coloca como um tipo de fruto proibido, um dos “mais terríveis e seguros meios dos quais dispõe o espírito das trevas para seduzir e subjugar a humanidade”. A metáfora do paraíso não é imprópria: se o paraíso guarda, no seu centro, um fruto, então, provar deste fruto é uma forma de ser expulso deste lugar. O fruto-veneno-haxixe guarda, em seu poder, a capacidade de tornar espetaculares as coisas mais banais e triviais. As alegorias que ele evoca podem ser compreendidas como uma intersecção da experiência individual com o transpessoal. Distorção do tempo e espaço; transformação do desejo em realidade.

          Ao final, até mesmo o erotismo pode ser interpretado à luz destes efeitos, e é justamente isso que Baudelaire chega a fazer. Se a intuição sensível se expande, e o ambiente e os objetos à nossa volta fulguram com mais intensidade, os afetos amorosos também respondem a estes estímulos: a sensualidade se imiscui nas agitações do espírito e, como diz o próprio autor, qualquer carícia, e qualquer sugestão, acaba tendo o seu efeito centuplicado. A imagem deste “afrodisíaco” não poderia ser mais bela. O que acontece, pois, quando aquilo de mais maravilhoso que existe na vida, ou seja, o amor, se engrandece? É um “sol dentro do sol”. Por isso, na medida em que os afetos também são incrementados, estes efeitos podem ser coligidos na direção da adoração, do culto, da prece, dos sonhos de felicidade – o “escravo do haxixe”, assim, está preso a essas combinações sentimentais dotadas de uma benevolência tão singular.               

      Tendo em vista efeitos tão profundos, é inevitável que, alguém que os tenha experimentado, se sinta especial em relação àqueles que não tiveram a mesma sorte – assim como os adultos se diferenciam das crianças, uma nova aristocracia cognitiva se estabeleceria, perfeitamente adequada ao dandismo e ao decadentismo, estimulada pelo viés de confirmação que acompanha os efeitos destas drogas: somos, por elas, colocados no centro do universo, como se tudo estivesse disponível para o nosso desfrute.  E se, no dia seguinte, somos obrigados a passar por algum tipo de “ressaca”, é porque estávamos jogando um “jogo proibido”.

           Nas suas conclusões morais, Baudelaire chega mesmo a avaliar a hipótese do uso destas substâncias se popularizar na sociedade como um todo. Diz ele que a vida numa sociedade em que todos se embriagassem de haxixe o tempo todo, seria simplesmente impossível. Neste ponto o juízo moral do francês é mais pungente porquanto ele classifica o haxixe como “um suicídio lento”, ou, melhor ainda, como alguma ordem de feitiçaria ou magia. E por quê? Porque a magia é uma forma artificial de realização da vontade. O sujeito que, segundo Baudelaire, quer comprar a felicidade e o prazer apenas consumindo haxixe, é como um trapaceiro. A droga é um atalho, um acesso curto e fácil para os prazeres momentâneos, e com um custo colateral altíssimo. Nisso constitui a “imoralidade” do haxixe. Ele não pode ser absorvido socialmente como um instrumento de busca intelectual e espiritual simplesmente porque ele não revelaria nada além do próprio indivíduo – mas, por outro lado, é o mesmo indivíduo elevado ao cubo, na sua extremidade

         Os benefícios do haxixe para a arte, para o gênio artístico, afinal, seriam sempre ambíguos: aumentam a criatividade, mas diminuem a vontade. Em outras palavras: “a imaginação sem a faculdade de tirar proveito algum dela”. E, o que é óbvio: aquele que corre para um veneno, para poder pensar, em breve não consegue mais pensar sem o veneno.

          A conclusão vem na forma de pergunta: que paraíso é este comprado à custa de sua saúde eterna? Mais perto do inferno do que do paraíso, o haxixe seria o equivalente à magia negra. Mas este é o juízo daquele que compreende a arte como um tipo de atividade apolínea, e não dionisíaca.

             Décadas ou séculos depois, artistas e pensadores apresentariam conclusões diferentes tanto sobre o haxixe quanto sobre outras drogas, e essas conclusões seriam, é claro, mais otimistas, porque observariam nos efeitos da substância, relegados a um outro contexto, as condições próprias de uma experiência religiosa verdadeira. Assim, é provável que o setting das experiências de Baudelaire, sua época, sua cena, tenham influenciado um tanto além da conta as suas convicções – mas estas só foram possíveis mediante a própria incursão do poeta neste universo. Seus poemas, outrossim, mencionam o haxixe, o vinho, o absinto, o sexo e o satanismo. Que teria ele a dizer sobre outras substâncias que, contemporaneamente, adquirem um uso terapêutico dentro da medicina psiquiátrica?

               Resta, apenas, especular.

Leonardo Stockler

Leonardo Stockler

é historiador formado pela Universidade Estadual Paulista e mestre em Ciência da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Sua área de pesquisa são as religiões e filosofias orientais, principalmente o hinduísmo, tantra, yoga e o budismo.

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