Três poemas inéditos do escritor português Rui Tinoco

não consigo dizer
tanto: tão bem:
estou demasiado junto
ao peito:


o filho que ergue o livro,
assegura: «este, vou ler
sozinho»: enquanto houver
homens, mulheres, a abrir
livros, a perscrutar primeiras
páginas, à procura de um
pouco da sua humanidade
no interior da humanidade
geral, sentar-me-ei um pouco
menos apreensivo no interior
de mim mesmo:

(ao Dinis)


os dedos lentos da paisagem
acariciam meus cabelos:
o longe, o perto, não passam
de palavras:

(no Gerês)


Rui Tinoco, escritor e psicólogo bracarense a viver no Porto, dispersou vários poemas e outros textos literários em diversas revistas materiais e eletrónicas.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: